Ela
tentou fazer-se de forte, mas não conseguiu. Saiu para a rua e procurou-o.
Encontrou-o, mirou-o de longe. Todas as noites continua a chorar por não ter
tido a coragem de ir ter com ele, enfrentar a rua e dizer-lhe apenas, olhos nos
olhos: “é impossível te esquecer, nunca te disse nada da boca para fora,
continuas no topo da minha vida o rei do meu coração, e … sim, eu AMO-TE”. Ela
lembra-se da primeira vez que disse ‘amo-te’ em voz alta, olhos nos olhos, foi
a ele, à mesma pessoa, uns tempos antes de ela querer desistir. Ela não entende
muito bem, e sinceramente já passou a fase de querer. Ela, hoje, só queria
voltar a vê-lo e poder ter uma conversa com ele. Voltar a ser feliz, e se fosse
a seu lado… não haveria palavras.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
parte 5
Como todas as
histórias tudo acaba, e ela apenas podia relembrar o que vivera e considerava
um dos tempos mais bonitos da sua, mesmo que sofresse ele completava-a.
Ele foi-se
embora, sim, desistiu de tudo. Ela sentia saudades dele. Ela só o queria de volta,
só o queria voltar a ver, só o queria voltar a ter. Mesmo sabendo que não era
uma pessoa perfeita, ela sentia que ele a podia fazer feliz, pois era ele que
amava. E, também sabia que ela não lhe era indiferente.
Todas as
histórias que relembrara eram todos os seus bons momentos. Relembrava
conversas, relembrava tudo. Mas agora, era isso mesmo, lembranças. Tudo o tempo
leva, tudo o tempo faz esquecer.
Um dia, ela
será feliz, um dia o esquecerá. E um dia, ela vai relembrar algum momento, eu
vou saber e vou-vos contar.
Porque o amor,
nem sempre nos ajuda nos pensamentos.
sábado, 11 de junho de 2011
parte 4
“Ainda ninguém entendeu o porquê de o querer de volta. Ninguém
entendeu que o amo.
Quero 2010 de volta.
Porque é que tudo é tão difícil?
Já nem consigo pensar como deve ser, imagino as coisas
onde elas não existem, sonho que não devia, vivo o que não quero, e mostro o
que não sou. Feliz, não sou feliz e ninguém se lembra que eu tenho sentimentos.”
Escrever, ela, uma vez, quando tinha saudades do teu
amor. Aquele todos o renegavam. Aquele tinha ido embora, aquele que ela
recordara. Ele tinha ido embora.
{diário, 10/maio/2011}
domingo, 22 de maio de 2011
Parte 3
O tempo ia passando e sem que ela
desse por isso estava apaixonada. Finalmente o Amor era amor. Ela deixou tudo,
deitou tudo para trás das costas. Quis lutar, e deixar-se levar, por amar e por
querer viver aquilo, por ele ser importante, por saber que conseguiria ser
feliz.
Tentou esconder, mas ela tão
visível que já não haveria nada a fazer, era admitir e pronto. Nunca o disse
com todas as letras, se falassem nisso ela não iria negar, pois não gosta de
mentir. Até que, chegou um dia em que eles se chatearam por ele ver as
mensagens dela, ela tinha-lhe dado o telemóvel de livre vontade, pois estava de
consciência limpa, não tinha nada a esconder. Ele leu uma mensagem, interpretando-a
mal, e confrontando-a magoando-a, ela virou costas e uma lágrima foi caindo
suavemente pelo rosto.
Ele voltou para o bar, e ela
mandou-lhe uma mensagem:
“Eu sei que não acreditas em mim, mas ficas a
saber que eu não bato coro a ninguém, nem a ti, quanto mais. E é de ti que eu
gosto, és tu o importante, sinceramente não te compreendo. Ele é que vem falar
comigo e não entendo porque é que não acreditas em mim. Sei que vais cagar
nisto, não vais acreditar, mas eu fiz a minha parte, não me vou arrepender por
não ter mandado a mensagem.”
Resposta muito rápida dele: “então diz.”
Ele tinha-lhe perguntado se ela o amava, por numa conversa
por mensagens ela ter dito indirectamente que o amava. Mas quando ele perguntou
directamente, ela não quis responder, por não querer ficar na mão dele. Ela
ainda tinha medo de sair magoada, pois sabia que ele era muito diferente de
todos os outros que conhecera até aquele dia, em todas as suas histórias
anteriores, e o seu passado. Ele estavam nem a 3 metros, mas estavam a mandar
mensagens, ele estava a jogar matrecos com os amigos, e ela estava na sua mesa
do costume com um amigo. Ela respondeu, então, à sua mensagem: “Vem cá, então.” Ele retirou do seu
bolso, apressadamente o telemóvel, e passado um pouco veio ter com ela. E
disse:
-Diz.
-Baixa-te. – ela não queria dizer alto, não queria que
aquilo andasse na boca do povo. Ele debruçou-se sobre a mesa, ela encostou a
sua boca junto do seu ouvido como se fosse dizer um segredo, que para ela assim
o era.
-Sim, eu Amo-te. – o coração dela acelerou, e ela viu um
enorme sorriso no seu rosto, e os seus olhos brilharam. Ela não saberia se
teria feito o certo ou o errado, naquela altura, mas ela sabia que teria de
dizer um dia, para que algo se desenvolvesse, e quando acabasse (sem ela o ter
confessado) não se arrependesse, pois sabia que se iria arrepende se nunca o
tivesse tido.
Antes de entrarem na aula, depois
de todos os seus colegas estarem dentro da sala, ele disse-lhe que acreditara
nela, beijou-a e as suas mãos iam baixando nas suas ancas. Ele tinha saudades
dela, ela sentiu que ter dito aquele ‘Amo-te’ tinha sido dito na altura certa,
apesar de só terem passado uns minutos.
Ela sentira que aquilo tinha sido
a sua prenda de anos da parte dele, ela teria feito anos no dia anterior.
Tudo pelos calções que ele lhe
tinha pedido para levar, uma história para um outro dia, talvez.
(mensagens do dia anterior.)
-Queres que te guarde uns chupas?
(ele era “viciado”)
-Sim bebé. (foi a primeira fez
que a tinha chamado assim)
- Eu mereço beijinhos assim. Unff
- Se levares esses calções dou-te
vários até.
- Está bem eu levo. Amor, amanhã
trazes as tuas calças amarelas? *.*
-Bruxa.
- Então? :c
- Eu já as ia levar.
Sempre (re)começaram com as calças amarelas.
Sim, recomeçar, pois por causa de uma “vaca” não estiveram
juntos durante uma semana, o que ela pensaria que teria sido para sempre. Mas
felizmente, voltaram a curtir. Apenas, não que a deixasse segura, mas sabia que
ele estava com ela.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
parte 2
A partir de ali tudo ficou
diferente. Havia chegado um príncipe à cidade. Ela sem saber o que fazer, pois
não sabia o que havia deixou ir, e ia flutuando ao sabor do vento, e daquele
sentimento, o que se passara. A existência de um novo sorriso mudou tudo,
estava leve e sentia que o amor era diferente. O sentimento que sentira não era
amor, para já, era uma amostra de amor, e ainda uma carência por influência do
passado. Mas ele não lhe era indiferente, pode-se dizer que ela gostava dele.
Depois do almoço, as aulas
recomeçaram para a segunda parte. Próxima aula, TIC. Ela acabou o seu trabalho
rápido, ele, curiosamente, pediu-lhe ajuda, ela ajudou-o e assim terminaram
mais cedo. Ainda faltara muito para saírem, eles convenceram a professora para
sair durante um quarto de hora, ela deixou. Eles saíram da sala, ele puxou-a e
voltou a beijá-la. Mariana não lhe resistira, outra vez, e com tanta mistura de
sentimentos retribuiu, ela sentiu que aquilo seria uma recordação para sempre,
e sabia que ainda haveria muito para acontecer. Não iria ser tudo perfeito, e o
início não era de longa duração. E…, acontecesse o que acontecesse ela iria
tentar ser (e fazê-lo) a pessoa mais feliz do momento, pelo menos durante os
próximos tempos.
sábado, 14 de maio de 2011
um dia, um rumo
Acordou de manhã e sentiu
que o dia iria ser melhor que o anterior, e que o anterior, e mais que o
anterior… o melhor que alguns meses. Mas, sem esperança, o seu pensamento foi “como é que eu ainda penso isto? Nada mudará,
ainda está forte.”
Apesar
de já não o amar da mesma maneira, ainda era importante na sua vida.
Independentemente se já não falassem há meses. Aquela relação teve uma
interrupção, não um ponto final, apesar de terem pensado que sim, já teria
chegado o fim. Um fim repentino que magoara ambas as partes, mas sempre por
teimosia ao orgulho nunca deram parte fraca.
Levantou-se,
tomou o seu banho, comeu qualquer coisa apressadamente, meteu-se no carro e foi
para a escola, com a sua mãe, e com um irmão. 8h30min da manhã, todos os
elementos da sua turma (ainda não teriam chegado dois colegas, que
possivelmente chegariam atrasados à primeira aula), estavam à porta da sala à
espera de que o professor chegava-se, abrisse a porta para se sentarem,
descansarem e aprenderem alguma coisa. Ela desde o inicio que tinha simpatizado
com um dos seus colegas. Mas, também sempre pensara que nunca teria nada com
ele, por serem demasiado diferentes, e pela diferença de idade ser um pouco
grande, pelo menos na cabeça dela. Ela tinha 15 e ele 19. Ele teria os feito
nesse ano, ela ainda iria fazer anos.
Depois
de bilhetinhos, e de tantas histórias de proximidades ele quis falar com ela a
sós após uma discussão. Ela sabia que ele não lhe era indiferente, e já o tinha
admitido. Ele abraçou-a, ela disse “Desculpa”,
sentira essa necessidade. Naquele abraço encontrou tudo aquilo que procurara a
alguns bons meses, aquele abraço tocou-lhe no coração. Foi este acontecimento
que marcou a diferença, foi neste momento que o sentimento se solidificou. Era
pequeno, e havia imensos contratempos, mas ela pensou que isso era para pensar
depois, só queria desfrutar daquele momento. Ela percebera naquele momento que
não havia mais passado, tudo o que acontecera no passado teria sido apagado, o
que lhe atormentara da história anterior acabara, já não amara o que agora
seria chamado de outro, o outro
chamava-se Leandro. Ela agora, apesar de um pouco confusa, e sem saber o que
pensar, percebeu que o Ricardo era o importante. Ele com um dedo, por debaixo
do queixo dela, levantou o seu delicado rosto conduzindo-o à sua face, e
beijou-a. Ela retribuiu o beijo, ela sabia que era agora ou nunca que tudo
mudaria na sua vida, a vida tem de ser vivida no presente, esquecendo o
passado. Ela já admitira que ele não lhe era indiferente, e já lhe o teria
dito. Apesar de o Leandro ser importante na vida dela, ela sabia que já não
haveria volta a dar, e não queria saber mais. Era esquecer, seguir em frente e
ser feliz.
-Porque é que não me respondeste
antes?
- Isto não é uma resposta. –
Respondeu-lhe a ela.
Ela ficou confusa com o que se
passara. E percebeu que era uma curte. Não é o que ela mais amava fazer, porque
isso não é nada. Namoro sem compromisso? Mas que merda é essa? É eu agora estou
contigo mas se quiser beijo o outro ao teu lado? Isso não é nada. Nem me venham
com a história do se sentir preso a alguém, porque se gostamos estamos presos
ao sentimento. É ridículo o namoro sem corrente.
Ela pensou “vou viver um minuto de cada vez, se tiver de voltar a acontecer alguma
coisa entre nós acontece, e aí logo se vê. Agora não quero pensar, quero viver.
Já que todos fazem isto, vou fazê-lo também”.
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